Duas novas vacinas serão incluídas no calendário básico de vacinação disponível na rede pública de saúde: a pneumocócica 10-valente e a anti-meningococo C. A primeira será oferecida a partir de março em todo o território nacional e protege contra a bactéria pneumococo, causadora de meningites e pneumonias pneumocócicas, sinusite, inflamação no ouvido e bacteremia (presença de bactérias no sangue), entre outras doenças. A segunda será aplicada a partir de agosto e imuniza contra a doença meningocócica.
Nos primeiros 12 meses após a implementação, as novas vacinas serão aplicadas em crianças menores de dois anos de idade. A partir de 2011, elas farão parte do calendário básico de vacinação da criança específico para os menores de um ano. Depois de cinco anos do início dos novos programas de vacinação, em 2015, a previsão é sejam evitadas cerca de 45 mil internações por pneumonia por ano em todo o Brasil. Com isso, a média dessas internações por ano cairá de 54.427 para 9.185, uma redução de 83%.
“As inclusões das vacinas são um grande avanço para a saúde pública brasileira. Os imunizantes vão proteger a população contra doenças de grande e vão contribuir para a redução da mortalidade infantil e para a melhoria da qualidade de vida do brasileiro”, afirma o diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério, Eduardo Hage.
DOENÇAS– Principal causa de meningite bacteriana no Brasil, a doença meningocócica pode se manifestar como uma inflamação nas membranas que revestem o cérebro (meningite) ou como uma infecção generalizada (meningococcemia), que pode levar rapidamente à morte. Entre 2000 e 2008, o número de casos da doença caiu de 4.276 para 2.648, uma redução de 38% (veja quadro abaixo). No mesmo período, o número de mortes por essa enfermidade caiu 47%, de 777 para 412. Essa redução pode ser atribuída à menor circulação do meningococo do sorogrupo B, uma vez que, entre 2001 e 2009, os 20 surtos de doença meningocócica no país tiveram como responsável o meningococo C.
O pneumococo, por sua vez, é a segunda maior causa de meningites bacterianas (pneumocócicas) no Brasil. Entre 2000 e 2008, manteve-se a média anual de 1.250 casos de meningite pneumocócica e de 370 óbitos por ano (veja quadro abaixo). O pneumococo também é o principal agente causador de pneumonias em todas as faixas etárias. O número de internações no SUS por essa doença caiu de 950.162, em 2000, para 695.622, em 2008 – redução de 26,8%.
INVESTIMENTO –Para a aquisição das duas vacinas em 2010, o Ministério da Saúde investirá R$ 552 milhões. Desse total, R$ 400 milhões serão destinados para 13 milhões de doses da vacina pneumocócica e R$ 152 milhões para 8 milhões de doses da meningocócica. As doses são suficientes para imunizar 6 milhões de crianças menores de dois anos de idade. O Ministério também vai comprar diretamente 13 milhões de seringas e agulhas, com investimento de R$ 1,4 milhão, para a aplicação da vacina pneumocócica.
Com o investimento, o Ministério alcança a meta do Programa Mais Saúde de introduzir duas novas imunizações no calendário básico, um ano antes da data prevista, 2011.
TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA – O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, explica que as vacinas serão adquiridas diretamente de laboratórios nacionais. A pneumocócica será comprada do Laboratório Bio-Manguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), graças a um acordo de transferência de tecnologia assinado entre o Ministério e o laboratório inglês Glaxo Smith Kline (GSK) no ano passado.
Já um acordo de transferência de tecnologia firmado também em 2009 entre a Fundação Ezequiel Dias (Funed), o governo de Minas Gerais, e a companhia farmacêutica suíça Novartis permitirá a compra da vacina anti-meningocócica C diretamente da Funed. “Isso demonstra a vontade do SUS de aprimorar as ferramentas de prevenção e tratamento a serviço da população. São vacinas modernas e é muito importante que os laboratórios nacionais dominem essa tecnologia”, avalia o secretário.
Além desses contratos de transferência de tecnologia, nos últimos cinco anos, o Brasil começou a produzir vacina contra a gripe sazonal, contra o rotavírus humano e a tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba). Essas três vacinas responderam por 28,6% da produção nacional em 2008.
CALENDÁRIO BÁSICO – Com a introdução das vacinas, o Calendário Básico de Vacinação do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério passará a ter 13 tipos de vacinas para proteger contra 19 doenças (veja quadro abaixo). Além disso, a oferta total do PNI, considerando as imunizações especiais, passa a ser de 28 tipos de vacinas (nacionais e importadas). O número é 30% maior que em 2002, quando eram oferecidos 18 tipos. O crescimento deve-se principalmente ao investimento do país para desenvolver novas vacinas e ao aumento da capacidade de produção nos últimos anos.
Para se ter ideia, o investimento brasileiro em pesquisas para o desenvolvimento e aprimoramento de vacinas aumentou mais de 1.216% em cinco anos. Em 2003, o governo federal investiu R$ 1,6 bilhão em estudos na área. Esse número saltou para R$ 21 bilhões em 2008. São recursos do Ministério da Saúde, com contrapartida de órgãos do governo de fomento à pesquisa – como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), UNESCO e fundações estaduais de apoio à pesquisa.
Novo Calendário Básico de Vacinação depois da inclusão da pneumocócica 10-valente e anti-meningococo C
1. BCG (contra tuberculose)
2. Vacina contra hepatite B
3. DTP (contra difteria, tétano e coqueluche)
4. DTP+Hib (contra difteria, tétano e coqueluche e infecções por Haemophilus influenzae tipo B )
5. DT (dupla adulto – contra difteria e tétano)
6. Vacina Hib (infecções por Haemophilus influenzae tipo B)
7. Vacina contra poliomielite
8. Vacina contra rotavírus
9. Vacina contra febre amarela
10. Tríplice viral (contra caxumba, rubéola e sarampo)
11. Vacina contra Influenza (gripe)
12. Vacina Pneumocócica (contra meningites bacterianas, pneumonias, sinusite, inflamação no ouvido e bacteremia)
13. Vacina anti-meningocócica (contra doença meningocócica)
Quadro1
ESQUEMA BÁSICO DE VACINAÇÃO
Pneumocócica 10-valente
Crianças menores de 1 ano.
Esquema Vacinal: Serão ministradas 3 doses + 1 reforço no primeiro ano de vida da criança. Para o ano da implantação, haverá um esquema especial, no qual crianças de 12 meses a 24 meses de idade não vacinadas anteriormente receberão a imunização.
Meningocócica C
Crianças menores de 1 ano.
Esquema Vacinal: Serão ministradas 2 doses + 1 reforço no primeiro ano de vida da criança. Para o ano da implantação, haverá um esquema especial, no qual crianças de 12 meses a 24 meses de idade não vacinadas anteriormente receberão a imunização.
Fonte: SINAN/SVS/MS
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Medicina se rende à prática da meditação
Ministério da Saúde baixou portaria incentivando postos de saúde e hospitais a oferecer a técnica em todo o País
Em fevereiro, a agência do governo dos EUA responsável pelas pesquisas médicas (NIH, na sigla em inglês) reconheceu formalmente a meditação como prática terapêutica que pode ser associada à medicina convencional. Em maio, o Ministério da Saúde brasileiro baixou uma portaria em que incentiva postos de saúde e hospitais públicos a oferecer a meditação em todo o País.
Essas ações governamentais são sinais da tendência de encarar a meditação não simplesmente como prática de bem-estar, que faz bem apenas à mente e ao espírito. Parar diariamente alguns minutos para se concentrar e se desligar do turbilhão de pensamentos que ocupam constantemente a cabeça também ajuda a manter a saúde física.
"A meditação é diferente da medicina convencional porque quem cuida de você não é o médico. É você mesmo", explica a médica anestesista Kátia Silva, que coordena as atividades de meditação no Hospital Municipal Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo. Na cidade, 70% dos postos de saúde oferecem atividades da chamada medicina tradicional, que inclui acupuntura, tai chi chuan e meditação.
Relativamente recentes, as pesquisas começaram nos anos 70. Uma pesquisa com a palavra meditação no acervo online da Biblioteca Nacional de Medicina, do governo americano, traz 1.400 estudos científicos.
Entre outros benefícios, meditar previne e combate a depressão, a hipertensão arterial, a dor crônica, a insônia, a ansiedade e os sintomas da síndrome pré-menstrual, além de ajudar a reduzir a dependência de drogas.
Esses estudos mostram que a meditação reduz o metabolismo - os batimentos cardíacos e a respiração ficam mais lentos e o consumo de oxigênio pelas células cai. É isso que dá a sensação de relaxamento e tranqüilidade.
As mesmas pesquisas sugerem que prática também interfere no funcionamento do sistema nervoso autônomo, que é responsável, por exemplo, pela liberação dos hormônios noradrenalina e cortisol durante os momentos de stress. Em quem medita, a duração dessas "reações de alarme" são mais curtas. Dessa forma, a pressão do sangue e a força de contração do coração ficam alteradas por pouco tempo, comprometendo menos a saúde.
Apesar de serem evidentes os benefícios, a ciência ainda não consegue entender completamente como a meditação age no sistema nervoso. "Uma das dificuldades é o fato de não serem possíveis testes com modelos animais", explica a bióloga Elisa Kozasa, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Segundo especialistas, mudanças podem ser sentidas logo nas primeiras semanas. A aposentada Maria Elza Lima dos Santos, de 60 anos, descobriu a meditação no Hospital Vila Nova Cachoeirinha. Ela vivia com crises de pressão alta, que passaram após quatro meses de práticas diárias. "Antes, eu era muito nervosa. A cabeça estava sempre cheia de problemas. Aí a pressão subia. Agora fico mais relaxada, sinto uma paz de espírito", conta ela, explicando que no princípio teve dificuldades com a técnica (leia sobre a técnica no texto ao lado). "Levei um mês para aprender a me concentrar."
NA TRILHA DA ACUPUNTURA
O obstetra Roberto Cardoso, autor de Medicina e Meditação - Um Médico Ensina a Meditar (MG Editores, 136 págs, R$ 26), diz que muitos profissionais de saúde ainda têm preconceitos. "Mas isso deve mudar. A meditação começa a trilhar os passos da acupuntura, que já é um recurso reconhecido pela classe médica."
No Brasil, a instituição que mais estuda o tema é a escola médica da Unifesp, o que, segundo especialistas, ajuda a apagar a imagem religiosa e mística que normalmente se tem dos meditadores. A meditação não precisa ser necessariamente ligada a uma crença oriental.
Para que a meditação cumpra seu papel de medicina complementar e preventiva, o psicólogo José Roberto Leite, da Unifesp, explica que ela deve ser diária e constante. "É como comer ou fazer exercícios. Não basta uma semana para que você se mantenha saudável."
Fonte: Estado de São Paulo, 07/07/06
Em fevereiro, a agência do governo dos EUA responsável pelas pesquisas médicas (NIH, na sigla em inglês) reconheceu formalmente a meditação como prática terapêutica que pode ser associada à medicina convencional. Em maio, o Ministério da Saúde brasileiro baixou uma portaria em que incentiva postos de saúde e hospitais públicos a oferecer a meditação em todo o País.
Essas ações governamentais são sinais da tendência de encarar a meditação não simplesmente como prática de bem-estar, que faz bem apenas à mente e ao espírito. Parar diariamente alguns minutos para se concentrar e se desligar do turbilhão de pensamentos que ocupam constantemente a cabeça também ajuda a manter a saúde física.
"A meditação é diferente da medicina convencional porque quem cuida de você não é o médico. É você mesmo", explica a médica anestesista Kátia Silva, que coordena as atividades de meditação no Hospital Municipal Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo. Na cidade, 70% dos postos de saúde oferecem atividades da chamada medicina tradicional, que inclui acupuntura, tai chi chuan e meditação.
Relativamente recentes, as pesquisas começaram nos anos 70. Uma pesquisa com a palavra meditação no acervo online da Biblioteca Nacional de Medicina, do governo americano, traz 1.400 estudos científicos.
Entre outros benefícios, meditar previne e combate a depressão, a hipertensão arterial, a dor crônica, a insônia, a ansiedade e os sintomas da síndrome pré-menstrual, além de ajudar a reduzir a dependência de drogas.
Esses estudos mostram que a meditação reduz o metabolismo - os batimentos cardíacos e a respiração ficam mais lentos e o consumo de oxigênio pelas células cai. É isso que dá a sensação de relaxamento e tranqüilidade.
As mesmas pesquisas sugerem que prática também interfere no funcionamento do sistema nervoso autônomo, que é responsável, por exemplo, pela liberação dos hormônios noradrenalina e cortisol durante os momentos de stress. Em quem medita, a duração dessas "reações de alarme" são mais curtas. Dessa forma, a pressão do sangue e a força de contração do coração ficam alteradas por pouco tempo, comprometendo menos a saúde.
Apesar de serem evidentes os benefícios, a ciência ainda não consegue entender completamente como a meditação age no sistema nervoso. "Uma das dificuldades é o fato de não serem possíveis testes com modelos animais", explica a bióloga Elisa Kozasa, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Segundo especialistas, mudanças podem ser sentidas logo nas primeiras semanas. A aposentada Maria Elza Lima dos Santos, de 60 anos, descobriu a meditação no Hospital Vila Nova Cachoeirinha. Ela vivia com crises de pressão alta, que passaram após quatro meses de práticas diárias. "Antes, eu era muito nervosa. A cabeça estava sempre cheia de problemas. Aí a pressão subia. Agora fico mais relaxada, sinto uma paz de espírito", conta ela, explicando que no princípio teve dificuldades com a técnica (leia sobre a técnica no texto ao lado). "Levei um mês para aprender a me concentrar."
NA TRILHA DA ACUPUNTURA
O obstetra Roberto Cardoso, autor de Medicina e Meditação - Um Médico Ensina a Meditar (MG Editores, 136 págs, R$ 26), diz que muitos profissionais de saúde ainda têm preconceitos. "Mas isso deve mudar. A meditação começa a trilhar os passos da acupuntura, que já é um recurso reconhecido pela classe médica."
No Brasil, a instituição que mais estuda o tema é a escola médica da Unifesp, o que, segundo especialistas, ajuda a apagar a imagem religiosa e mística que normalmente se tem dos meditadores. A meditação não precisa ser necessariamente ligada a uma crença oriental.
Para que a meditação cumpra seu papel de medicina complementar e preventiva, o psicólogo José Roberto Leite, da Unifesp, explica que ela deve ser diária e constante. "É como comer ou fazer exercícios. Não basta uma semana para que você se mantenha saudável."
Fonte: Estado de São Paulo, 07/07/06
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Você tem medo de tirar férias?
Estudos recentes indicam que o período, normalmente associado ao relaxamento, pode ser extremamente estressante
Uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association (ISMA) com 678 trabalhadores das cidades de São Paulo e Porto Alegre, com idades entre 25 e 55 anos, aponta que 38% deles têm medo de tirar férias. Segundo o estudo, as principais razões estão o receio de que decisões importantes possam ser tomadas na empresa durante as férias (46%); a possibilidade de mudanças de cargo ou responsabilidades devido às fusões e aos enxugamentos (32%); enxugamento na empresa (19%); e o fato de que talvez ninguém sinta falta do profissional em férias (3%).
No Brasil, o período de 30 dias de descanso aos trabalhadores está previsto em lei. E para a psicóloga Tânia Margot Klein, do Sefit Prevenção Laboral, as férias têm um fator motivacional e desestressante, portanto, não há motivos para que as pessoas tenham receio. A especialista também acredita que a postura da empresa pode colaborar, e muito, para que o funcionário se sinta seguro. "Aquelas que apresentam um bom clima organizacional, investem em treinamento, desenvolvimento e qualidade de vida no trabalho conseguem manter a motivação de suas equipes em alta", explica a especialista.
Descanso em etapas
Para os funcionários que têm medo de sair de férias, a psicóloga aconselha: "Os períodos longos não são indicados. A pessoa se sentirá melhor com pequenas pausas". Então, dividir as férias em dois períodos de 15 dias pode ser uma boa ideia. "O estresse acontece diariamente e deixar para 'esvaziar o copo' apenas uma vez por ano pode ser ruim", aconselha a psicóloga.
Entretanto, Tânia defende que independente de 30 dias diretos ou em etapas, o importante é que o período de descanso exista. "Sair da rotina permite uma oxigenação que será transformada em motivação ao retornar ao trabalho", salienta.
Dicas para tornar as férias mais agradáveis
- Em primeiro lugar, programe-se. Ficar em casa sem fazer nada pode gerar frustração;
- Escolha atividades que lhe proporcionem prazer;
- Deixe de lado o computador ou os equipamentos que lhe remetam ao trabalho;
- Busque atividades que relaxem e desestressem para voltar ao trabalho revigorado e produzir mais e com qualidade!
Fonte: Revista Viva Saúde. Autor: Denise Mello
Uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association (ISMA) com 678 trabalhadores das cidades de São Paulo e Porto Alegre, com idades entre 25 e 55 anos, aponta que 38% deles têm medo de tirar férias. Segundo o estudo, as principais razões estão o receio de que decisões importantes possam ser tomadas na empresa durante as férias (46%); a possibilidade de mudanças de cargo ou responsabilidades devido às fusões e aos enxugamentos (32%); enxugamento na empresa (19%); e o fato de que talvez ninguém sinta falta do profissional em férias (3%).
No Brasil, o período de 30 dias de descanso aos trabalhadores está previsto em lei. E para a psicóloga Tânia Margot Klein, do Sefit Prevenção Laboral, as férias têm um fator motivacional e desestressante, portanto, não há motivos para que as pessoas tenham receio. A especialista também acredita que a postura da empresa pode colaborar, e muito, para que o funcionário se sinta seguro. "Aquelas que apresentam um bom clima organizacional, investem em treinamento, desenvolvimento e qualidade de vida no trabalho conseguem manter a motivação de suas equipes em alta", explica a especialista.
Descanso em etapas
Para os funcionários que têm medo de sair de férias, a psicóloga aconselha: "Os períodos longos não são indicados. A pessoa se sentirá melhor com pequenas pausas". Então, dividir as férias em dois períodos de 15 dias pode ser uma boa ideia. "O estresse acontece diariamente e deixar para 'esvaziar o copo' apenas uma vez por ano pode ser ruim", aconselha a psicóloga.
Entretanto, Tânia defende que independente de 30 dias diretos ou em etapas, o importante é que o período de descanso exista. "Sair da rotina permite uma oxigenação que será transformada em motivação ao retornar ao trabalho", salienta.
Dicas para tornar as férias mais agradáveis
- Em primeiro lugar, programe-se. Ficar em casa sem fazer nada pode gerar frustração;
- Escolha atividades que lhe proporcionem prazer;
- Deixe de lado o computador ou os equipamentos que lhe remetam ao trabalho;
- Busque atividades que relaxem e desestressem para voltar ao trabalho revigorado e produzir mais e com qualidade!
Fonte: Revista Viva Saúde. Autor: Denise Mello
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Pro Teste reprova oito entre dez protetores solares FPS 30
Do UOL Ciência e Saúde
Apenas dois entre dez protetores solares FPS 30 em loção avaliados pela Pro
Teste Associação de Consumidores comprovaram eficiência na proteção solar. E
apenas três não apresentaram na composição o benzophenone-3, um ingrediente
que já é proibido em outros países, por ser potencialmente cancerígeno.
Quatro dos protetores têm baixa proteção UVA (cujos raios atingem as camadas
mais profundas da pele, causando envelhecimento precoce), mas a legislação
brasileira não exige um mínimo. E cinco deles não são resistentes à luz e ao
calor, perdendo a eficiência.
É o que mostra a análise publicada na revista Pro Teste de dezembro e
disponibilizada no site da entidade: www.proteste.org.br. O teste envolveu
análise de rotulagem, composição, irritabilidade, hidratação, proteção,
resistência a exposição solar, e teste em uso.
A associação reivindica que seja proibido o uso da substância benzophenone-3
na composição dos produtos, ingrediente proibido em outros países, por
apresentar esterogenicidade, entrar na circulação sanguínea e ser
potencialmente cancerígeno.
Também está pedindo à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
passe a exigir o fator UVA de no mínimo um terço do FPS do produto, assim
como ocorre na Europa, e que esta informação conste no rótulo. Assim como
sejam obrigatórios testes de fotoestabilidade para verificar se eles são
estáveis nas condições reais de uso, durante a exposição solar.
O FPS é responsável por bloquear os raios UVB, que são mais fortes entre 10
horas e 16 horas, período não recomendado para exposição prolongada ao sol.
São os principais responsáveis por câncer de pele, queimaduras e
vermelhidão.
Resultados
Os protetores L'Oréal Solar Expertise e o Cenoura & Bronze foram os que se
saíram melhor na avaliação de eficiência do filtro solar.
No teste de fotoinstabilidade, o FPS dos produtos foi medido antes e depois
da exposição a uma temperatura de 40ºC. As marcas Avon, La Roche-Posay,
Nivea, Banana Boat e Sundown foram reprovadas.
Alguns produtos, como o da Nívea, perderam 50% do seu FPS. Todos os
protetores analisados são de fator 30. Após uma hora de uso, eles caíam para
FPS 15. O segundo pior foi o La Roche Posay, que manteve só 62% de sua
proteção indicada no rótulo. Isso não quer dizer que os produtos não
oferecem proteção aos raios UVB, e sim que têm pouca resistência à luz e ao
calor, segundo a associação. Além de instável à exposição solar, o
Coppertone declarou um fator de proteção (30), maior do que o medido (25).
Todos as embalagens mencionavam resistência à água, mas após imersão de meia
hora, a proteção do produto da Natura caiu para 30% do FPS inicial, por
exemplo. O Sundown caiu para 55%.
A presença de substâncias bloqueadoras dos raios UVA - que têm incidência
constante durante o dia todo - é indicada nos rótulos dos 10 produtos. Mas
só três embalagens mostram o grau de proteção: Cenoura & Bronze, L"Oréal
Solar Expertise e Natura Fotoequilibrio. Não há regulamentação no Brasil que
obrigue a presença de substâncias bloqueadoras dos raios UVA, segundo a
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Os produtos que não apresentaram na composição o benzophenone-3, ingrediente
que segundo a associação já é proibido em outros países, foram o L'Oréal
Solar Expertise, o Cenoura & Bronze e o Hélioblock da La Roche-Posay.
Apenas dois entre dez protetores solares FPS 30 em loção avaliados pela Pro
Teste Associação de Consumidores comprovaram eficiência na proteção solar. E
apenas três não apresentaram na composição o benzophenone-3, um ingrediente
que já é proibido em outros países, por ser potencialmente cancerígeno.
Quatro dos protetores têm baixa proteção UVA (cujos raios atingem as camadas
mais profundas da pele, causando envelhecimento precoce), mas a legislação
brasileira não exige um mínimo. E cinco deles não são resistentes à luz e ao
calor, perdendo a eficiência.
É o que mostra a análise publicada na revista Pro Teste de dezembro e
disponibilizada no site da entidade: www.proteste.org.br. O teste envolveu
análise de rotulagem, composição, irritabilidade, hidratação, proteção,
resistência a exposição solar, e teste em uso.
A associação reivindica que seja proibido o uso da substância benzophenone-3
na composição dos produtos, ingrediente proibido em outros países, por
apresentar esterogenicidade, entrar na circulação sanguínea e ser
potencialmente cancerígeno.
Também está pedindo à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
passe a exigir o fator UVA de no mínimo um terço do FPS do produto, assim
como ocorre na Europa, e que esta informação conste no rótulo. Assim como
sejam obrigatórios testes de fotoestabilidade para verificar se eles são
estáveis nas condições reais de uso, durante a exposição solar.
O FPS é responsável por bloquear os raios UVB, que são mais fortes entre 10
horas e 16 horas, período não recomendado para exposição prolongada ao sol.
São os principais responsáveis por câncer de pele, queimaduras e
vermelhidão.
Resultados
Os protetores L'Oréal Solar Expertise e o Cenoura & Bronze foram os que se
saíram melhor na avaliação de eficiência do filtro solar.
No teste de fotoinstabilidade, o FPS dos produtos foi medido antes e depois
da exposição a uma temperatura de 40ºC. As marcas Avon, La Roche-Posay,
Nivea, Banana Boat e Sundown foram reprovadas.
Alguns produtos, como o da Nívea, perderam 50% do seu FPS. Todos os
protetores analisados são de fator 30. Após uma hora de uso, eles caíam para
FPS 15. O segundo pior foi o La Roche Posay, que manteve só 62% de sua
proteção indicada no rótulo. Isso não quer dizer que os produtos não
oferecem proteção aos raios UVB, e sim que têm pouca resistência à luz e ao
calor, segundo a associação. Além de instável à exposição solar, o
Coppertone declarou um fator de proteção (30), maior do que o medido (25).
Todos as embalagens mencionavam resistência à água, mas após imersão de meia
hora, a proteção do produto da Natura caiu para 30% do FPS inicial, por
exemplo. O Sundown caiu para 55%.
A presença de substâncias bloqueadoras dos raios UVA - que têm incidência
constante durante o dia todo - é indicada nos rótulos dos 10 produtos. Mas
só três embalagens mostram o grau de proteção: Cenoura & Bronze, L"Oréal
Solar Expertise e Natura Fotoequilibrio. Não há regulamentação no Brasil que
obrigue a presença de substâncias bloqueadoras dos raios UVA, segundo a
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Os produtos que não apresentaram na composição o benzophenone-3, ingrediente
que segundo a associação já é proibido em outros países, foram o L'Oréal
Solar Expertise, o Cenoura & Bronze e o Hélioblock da La Roche-Posay.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Informativo do SAMU - Utilidade Pública Importante:
Informativo do SAMU - Utilidade Pública Importante:
SAMU x CELULAR.
As ambulâncias e emergências médicas perceberam que muitas vezes nos acidentes da estrada os feridos têm um celular consigo.
No entanto, na hora de intervir com esses doentes, não sabe qual a pessoa a contatar na longa lista de telefones existentes
no celular do acidentado.
Para tal, a SAMU lança a idéia de que todas as pessoas acrescentem na longa lista de contatos
O NÚMERO DA PESSOA a contatar no caso de emergência.
Tal deverá ser feito da seguinte forma: "AA Emergência" (as letras AA são para que apareça sempre esse contato em primeiro lugar
na lista de contato).
É simples não custa nada e pode ajudar muito ao SAMU ou quem nos ajuda.
Se lhe parecer correto a proposta que lhe fazemos, passe esta mensagem a todos seus familiares, amigos e conhecidos ...É tão somente mais um dado que registramos no nosso celular e que pode ser a nossa salvação ...
Por favor, não destrua esse e-mail! Reenvie o a quem possa dar-lhe uma boa utilidade.
ABRAMET - Associação Brasileira de Medicina de Tráfego.
www.abramet.org.br
Rua Dr. Amâncio de Carvalho, 507 - São Paulo/SP; 04012-090; (11) 2137-2700.
SAMU x CELULAR.
As ambulâncias e emergências médicas perceberam que muitas vezes nos acidentes da estrada os feridos têm um celular consigo.
No entanto, na hora de intervir com esses doentes, não sabe qual a pessoa a contatar na longa lista de telefones existentes
no celular do acidentado.
Para tal, a SAMU lança a idéia de que todas as pessoas acrescentem na longa lista de contatos
O NÚMERO DA PESSOA a contatar no caso de emergência.
Tal deverá ser feito da seguinte forma: "AA Emergência" (as letras AA são para que apareça sempre esse contato em primeiro lugar
na lista de contato).
É simples não custa nada e pode ajudar muito ao SAMU ou quem nos ajuda.
Se lhe parecer correto a proposta que lhe fazemos, passe esta mensagem a todos seus familiares, amigos e conhecidos ...É tão somente mais um dado que registramos no nosso celular e que pode ser a nossa salvação ...
Por favor, não destrua esse e-mail! Reenvie o a quem possa dar-lhe uma boa utilidade.
ABRAMET - Associação Brasileira de Medicina de Tráfego.
www.abramet.org.br
Rua Dr. Amâncio de Carvalho, 507 - São Paulo/SP; 04012-090; (11) 2137-2700.
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