quarta-feira, 25 de maio de 2011

Saiba os benefícios da fotoproteção em cosméticos de maquiagem

O Sol é uma fonte de inúmeros benefícios para a saúde humana, como a síntese da vitamina D, além de ter uma comprovada ação antidepressiva. Entretanto, o reconhecimento de que a exposição aos raios ultravioletas traz danos à pele, podendo ocasionar fotoenvelhecimento e, até mesmo, câncer de pele, tem influenciado no aumento do uso de produtos com filtro solar na formulação, hábito recomendado pelos dermatologistas.

Apesar de muito se falar em fotoproteção, entretanto, o assunto ainda gera dúvidas, principalmente quando o tema é maquiagem. Será que estes cosméticos realmente têm o poder de conferir uma barreira de proteção à pele? Como combinar o uso de itens de make-up com anti-idade?

De acordo com do Dr. Sérgio Schalka, Mestre em Dermatologia, especialista em fotoproteção, é necessário distinguir maquiagem com filtro solar de protetores em base tonalizante. “As maquiagens com FPS costumam ter um fator menor e tem como primeiro objetivo maquiar. Hoje, há pós-compactos destinados ao tratamento dermatológico que podem dar maior cobertura nas faixas UVA e UVB, além da proteção na faixa da luz visível, que é um dos temas mais relevantes no momento”.

Os benefícios da base protetora com tonalizante

O especialista relata ainda que os protetores solares em forma de base, tintos ou coloridos, são cosméticos que, além da sua característica normal, têm na formulação pigmentos capazes de oferecer um benefício cosmético ao paciente e, ao mesmo tempo, aumentar a proteção, principalmente, na faixa do radio UVA longo e da luz visível, “que, hoje, sabemos interferem no processo de pigmentação, como no melasma e na hipercromia pós-inflamatória”. A tecnologia aplicada nestes cosméticos vai além de oferecer coloração à maquiagem, porque os pigmentos da formulação também oferecem proteção.

Schalka conta que a cor destas substâncias é visível e reflete a luz visível, “possibilitando uma proteção adicional que o protetor solar transparente não oferece”. Com esta característica em sua fórmula pode-se afirmar que os protetores tonalizantes definitivamente vieram para ficar, principalmente no tratamento e prevenção das manchas de pele.

Fotoprotetores com filtros físicos

Para intensificar os cuidados com a fotoproteção, é importante saber que os filtros físicos usados na formulação de protetores são partículas minerais que agem por reflexão e dispersão da radiação UV e luz visível. Eles podem estar associados a filtros orgânicos (químicos) ou não na composição dos produtos tópicos.

“Os fotoprotetores só com filtros físicos são habitualmente destinados a crianças pequenas e a pacientes alérgicos ou com pele intolerante, pelo fato dos filtros físicos não promoverem a sensibilização cutânea. A sua principal desvantagem, entretanto, é que na forma não-micronizada (como a substância é encontrada na natureza), ele tem coloração branca e, por isso, é pouco aceito pelos usuários, pois deixa a pele esbranquiçada”, descreve o dermatologista.

Na opinião do especialista em fotoproteção, a necessidade de aplicar um filtro solar, mesmo quando se usa maquiagem ou um creme hidratante ou anti-idade com FPS, vai depender do nível de proteção UVB e UVA que se quer alcançar, uma vez que o tom de pele não interfere. “Se for um FPS adequado, no mínimo 30 que é o recomendado, adicionado à formulação do cosmético não há necessidade de aplicação do protetor solarem conjunto”, diz.

Quando a questão é combater o envelhecimento, cuidados adicionais devem ser tomados ao expor-se ao sol, tais como: o uso de chapéu, guarda-sol, óculos escuros, e evitar a exposição em horários em que os raios UV são mais intensos, entre 10h e 16h. Os danos causados pela exposição solar excessiva têm efeito cumulativo e, portanto, cuidados relativos à fotoproteção devem ser praticados desde a infância. E, vale lembrar sempre: essa deve ser uma preocupação para homens e mulheres.

Fonte:
eBand

Movimento pela saúde suplementar: entidades médicas elaboram proposta às operadoras

As três entidades médicas nacionais, AMB, CFM e Fenam, elaboram uma sugestão de carta a ser enviada às operadoras de planos de saúde para que, após o alerta do dia 7de abril, as negociações com as empresas começam.

Veja abaixo:

MODELO DE PROPOSTA

A Comissão Estadual de Honorários Médicos, constituída pela Associação Médica, pelo Conselho Regional de Medicina, pelo Sindicato dos Médicos e pelas Sociedades de Especialidade, dirige-se a V.S. no sentido de solicitar:

- Considerando que a valorização do trabalho médico é um importante instrumento para assegurar o atendimento de qualidade aos beneficiários dos planos de saúde;

- Considerando que uma relação contratual transparente proporciona um relacionamento cada vez mais estreito entre o médico e a operadora de plano de saúde;

- Considerando que nos últimos anos houve grande defasagem dos honorários profissionais, enquanto os custos dos consultórios subiram sempre acima da inflação;

- Considerando a IN 71 de 2004, da Agência Nacional de Saúde Suplementar, que “estabelece os requisitos dos instrumentos jurídicos a serem firmados entre as operadoras de planos privados de assistência à saúde ou seguradoras especializadas em saúde e profissionais de saúde ou pessoas jurídicas que prestam serviços em consultórios” constando em seu Art. 2° (...) Parágrafo único:

São cláusulas obrigatórias em todo instrumento jurídico as que estabeleçam:

c) Critérios para reajuste, contendo forma e periodicidade.

Solicitamos:

- Proposta de reajuste para consultas e procedimentos médicos para o ano de 2011;

- Proposta que atenda a IN 71 da ANS, estabelecendo critérios de periodicidade para os reajustes nos próximos anos.

Temos a convicção de que o atendimento a estes dois itens representara um grande avanço no relacionamento dos médicos com sua empresa, pois certamente evitará futuros conflitos e trará benefícios diretos aos seus associados.

Solicitamos que nos seja enviada uma resposta esclarecendo sua posição a respeito destas demandas até o final de maio, pois em junho deveremos convocar uma assembleia dos credenciados a sua empresa para deliberações.

Sem mais, nos colocamos a seu inteiro dispor.
Fonte:AMB

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Saiba que exercícios gastam mais calorias

Tarefas do dia-a-dia, como subir escadas, dançar ou jogar boliche com os amigos, também ajudam a gastar calorias. Mas quem pretende queimar gorduras deve optar pelos exercícios aeróbicos, como natação.

Em média, durante os primeiros 15 minutos de exercício, o organismo consome preferencialmente o glicogênio. Depois desse tempo, em geral, a gordura passa a ser consumida em maior intensidade, como forma de produzir energia. O processo depende, entretanto, da natureza de cada atividade e da tolerância do esportista ao exercício.

Exercícios que trabalham mais a força muscular, como a musculação, também queimam gordura, mas em menor quantidade. Veja os gastos calóricos de várias atividades.

Corrida: 20 calorias por minuto
Correr durante uma hora em uma esteira queima aproximadamente 600 calorias (leve em conta que você não vai correr durante os 60 minutos ininterruptamente, mas vai variar o ritmo). Entretanto, é bom tomar cuidado com esse exercício, que causa fortes impactos nas articulações e altera a frequência cardíaca. Para iniciantes, é melhor ir devagar e começar pela caminhada ou pelo cooper.

Pular corda: 15 calorias por minuto
Pular corda é um bom exercício para a panturrilha (batata da perna), coxas e ombros (acionados para girar a corda). A prática também ajuda a desenvolver a coordenação motora. Como cuidados, é importante sempre se exercitar com calçados adequados e apoiar todo o pé na "aterrissagem" de cada salto, e não apenas a ponta. As repetições de saltos, se mal feitas, podem lesionar as articulações dos pés e dos joelhos.

Vôlei: 15 calorias por minuto
Surgido nos EUA em 1895, o vôlei ganhou o gosto do "país do futebol" com a medalha de ouro do vôlei masculino em 1992, na Olimpíada de Barcelona. A modalidade é boa para desenvolver força, concentração e coordenação motora, mas apresenta um sério risco para as articulações das pernas, se não forem tomados cuidados básicos, como o uso de calçados apropriados para a prática do esporte.

Luta livre: 14,4 calorias por minuto
Quem lembra do programa "Gigantes do Ringue"? A luta livre já teve mais visibilidade no Brasil e serve para ampliar a força e a flexibilidade de seus praticantes. É importante também lembrar que o termo luta livre também é utilizado para designar a luta greco-romana, modalidade olímpica presente nos currículos esportivos das universidades norte-americanas. De qualquer forma, valem os mesmos benefícios da nossa luta livre para a greco-romana norte-americana.

Natação (Borboleta): 14 calorias por minuto
A natação, em suas várias modalidades, continua sendo considerado por muitos um dos exercícios mais completos. Desenvolve a flexibilidade, agilidade, musculatura, capacidade aeróbia, entre outros aspectos. Por outro lado, a prática é desaconselhada para quem tem problemas no aparelho auditivo, devido ao contato constante com a água.

Subir escadas: 14 calorias por minuto
Não é bem um esporte, mas é uma prática simples imitada por aparelhos de ginástica. Subir escada pode ser considerado um exercício aeróbio, portanto queima gordura. Se você trabalha ou mora no terceiro ou quarto andar de um prédio (até mais, dependendo da sua resistência) experimente abandonar o elevador e subir de escada. Na pior das hipóteses, você vai garantir coxas e um bumbum mais firmes.

Futebol: 13,3 calorias por minuto
Todo mundo (ou pelo menos todos os homens) já bateu uma bolinha pelo menos uma vez na vida. Esporte nacional por excelência, apesar de ter sido oficialmente "inventado" em terras inglesas, o futebol ajuda a desenvolver força, capacidade respiratória, noção de espaço, agilidade e coordenação motora. Os cuidados devem ser tomados no sentido de evitar torções e lesões por impacto nas articulações, muito exigidas em dribles, chutes e corridas. Por ser um esporte de contato físico mais forte, também pode gerar fraturas.

Judô/Caratê: 13 calorias por minuto
As duas modalidades de luta são ideais para quem quer aumentar força, flexibilidade, coordenação motora e equilíbrio. Além de alguns hematomas, pode propiciar torções em caso de falta de cuidado durante a prática.

Alpinismo: 12 calorias por minuto
Entre os chamados esportes radicais, é o que queima mais calorias. Para praticar alpinismo ou a escalada esportiva (denominação relativamente recente para uma vertente do esporte), o atleta terá de contar com muita força, flexibilidade e resistência.

Natação: 12 calorias por minuto
A natação, em suas várias modalidades, continua sendo considerado por muitos um dos exercícios mais completos. Desenvolve a flexibilidade, agilidade, musculatura, capacidade aeróbia, entre outros aspectos. Por outro lado, a prática é desaconselhada para quem tem problemas no aparelho auditivo, devido ao contato constante com a água.

Andar em subida: 11 calorias por minuto
Caminhar, de uma maneira geral, é pratica natural e praticável por qualquer um. Andar, simplesmente, não agride as articulações, por propiciar pouco impacto com o solo, e é um bom exercício para queimar gorduras e ganhar resistência. Apesar de não ter contra-indicações, quem resolver adotar a caminhada como um exercício frequente não pode esquecer de usar roupas leves e calçados adequados, para tirar o maior proveito possível da prática.

Tênis: 11 calorias por minuto
O tenista Gustavo "Guga" Kuerten popularizou como nunca a prática do tênis no Brasil. Bom para aumentar a flexibilidade, coordenação motora, agilidade e capacidade aeróbia, o esporte traz como contra-indicações problemas com torções, desgaste nas articulações e lesões no punho e cotovelo.

Cooper: 10 calorias por minuto
Fase intermediária entre a corrida e a caminhada, o cooper queima mais gordura que simplesmente andar, mas traz muito mais impacto para as articulações, além de forçar bem mais o coração.

Handebol: 10 calorias por minuto
Desenvolvimento da força, da agilidade, da coordenação motora e aumento da capacidade aeróbia são fatores positivos do handebol. Negativamente, a prática do esporte pode agredir articulações, provocar torções e fraturas (em caso de trombadas e quedas durante o jogo).

Basquete: 9 calorias por minuto
Nascido em terras norte-americanas, em 1891, o basquete ganhou mais visibilidade no Brasil com o surgimento dos grandes astros da NBA (liga profissional do esporte nos EUA), como Michael Jordan. Muito semelhante em benefícios com o vôlei, também traz as mesmas contra-indicações: os saltos podem provocar lesões nas articulações das pernas. Correr em quadra também força bastante a região.

Boxe: 9 calorias por minuto
Na busca do corpo ideal, muitas academias importaram movimentos do boxe (como socos e agachamentos) para outras modalidades. O aeroboxe, por exemplo, funde a queima aeróbia de gordura com os movimentos da luta, para quem não quer exatamente se tornar um boxeador. As aulas de boxe "de verdade", em geral, incluem pular corda, séries de alongamentos, técnicas de movimentação (esquiva) e treinamento dos golpes no pushing-ball _equipamento utilizado para melhorar a coordenação motora e a velocidade.

Andar no plano: 8 calorias por minuto
Caminhar, de uma maneira geral, é pratica natural e praticável por qualquer um. Andar, simplesmente, não agride as articulações, por propiciar pouco impacto com o solo, e é um bom exercício para queimar gorduras e ganhar resistência. Apesar de não ter contra-indicações, quem resolver adotar a caminhada como um exercício frequente não pode esquecer de usar roupas leves e calçados adequados, para tirar o maior proveito possível da prática.

Boliche: 7 calorias por minuto
Jogar boliche não é bem um esporte, mas serve como uma forma divertida de queimar algumas calorias. É bom tomar cuidado com o punho, o cotovelo e o ombro, muito exigidos na hora de lançar a bola na pista, além de usar um calçado adequado para não escorregar e tomar um senhor tombo.

Remar: 7 calorias por minuto
Remar, na água ou em aparelhos de ginástica, trabalha a musculatura dos braços, peito e costas, além de aumentar a capacidade aeróbia. Dependendo de como o exercício é feito, também são trabalhadas as pernas e a região lombar. Para adotar o remo como esporte, é bom prestar sempre atenção na postura (para não ferir as costas) e não forçar demais as articulações dos cotovelos, principalmente.

Dançar: 6 calorias por minuto
A dança não traz contra-indicações, exceto algum tombo ou torção durante a execução de um passo mais extravagante.

Fonte: Folha online - Equilibrio e Saúde

sábado, 14 de maio de 2011

Funcionários pouco saudáveis produzem menos

São Paulo – Uma pesquisa da empresa CPH Health, do segmento de saúde corporativa, revelou que 49% dos funcionários das companhias brasileiras estão em um significativo nível de estresse. O levantamento, feito com 194.000 empregados de 200 organizações, mostrou também que 76% deles praticam atividade física insuficiente, 68% trabalham sentados a maior parte do dia, 48% têm elevado nível de ansiedade e 45% estão acima do peso ou obesos.
Esses números preocupam não apenas por mostrarem um quadro de profissionais com condições de saúde precárias, mas também pelo fato de que, além dos funcionários, as próprias empresas podem sofrer com o problema. Isso porque grande parte das pessoas que passam por problemas de saúde preferem ir trabalhar mesmo doentes, prejudicando, e muito, a produtividade da companhia.
Segundo o médico e profissional de saúde corporativa da CPH Health, Ricardo De Marchi, 60% dos custos de assistência médica e perda de produtividade das empresas se devem a esse tipo de comportamento. Ou seja, as empresas perdem quando os funcionários evitam faltar. “É como em um time de futebol. Se o jogador está machucado, ele vai ter um desempenho pior e a equipe vai ter uma produtividade menor”, diz.
Mas o problema é que a maioria das organizações ainda não tem consciência de que, muitas vezes, é melhor ter um funcionário em casa, tratando de uma doença, do que mantê-lo no trabalho sem produzir da mesma forma e sem condições plenas de se curar rapidamente. E ainda há os casos em que a empresa sequer sabe que o profissional está com problemas de saúde, fazendo com que a produtividade caia “misteriosamente”.
Prevenção
Para evitar que a produtividade seja afetada, os gestores devem ter em mente que é papel da companhia proporcionar ao funcionário um ambiente saudável de trabalho e o primeiro passo para fazer isso é fazer uma boa gestão de saúde dos funcionários. Isso significa aplaudir os bons hábitos praticados por eles, ficar de olho nos comportamentos negativos, conhecer as pessoas da equipe e saber em que situação está a saúde de cada uma. “Não adianta tratar de uma doença sem saber o que é, sem fazer o diagnóstico da situação”, afirma o médico Ricardo De Marchi.
Depois de conhecer bem o quadro, o doutor recomenda o monitoramento dos funcionários de alto risco. Aquele profissional que tem ido demais ao médico pode não ser apenas alguém que gosta de fazer check-ups. Saber quem está frequentando os consultórios além do normal ajuda o gestor a saber quem precisa de mais atenção e o que pode fazer para ajudar e reduzir os riscos de uma piora.
Quando o chefe estiver por dentro do que se passa com a saúde de seus liderados, é hora de fazer as intervenções educacionais. E nessa hora vale de tudo. Programas de nutrição, incentivo a exercícios, palestras, treinamentos e outras iniciativas. “Depende do dinheiro que a empresa pode investir e da criatividade. Se tiver uma equipe educada, informada, responsável em relação à própria saúde, a empresa terá boa parte desse quadro resolvido”, diz o médico. O importante, para ele, é tratar sempre da saúde, pois esperar para cuidar da doença pode ser um risco alto demais para se correr.

Fonte / autor(a): EXAME.COM
http://exame.abril.com.br/negocios/gestao/noticias/funcionarios-pouco-sa...

terça-feira, 10 de maio de 2011

FEIRA HOSPITALAR 2011



PSICORPO E TECNO - DESING EM PARCERIA NA FEIRA HOSPITALAR 2011

NO EXPO CENTER NORTE DE 24 A 27 DE MAIO DAS 12 ÁS 21H






CNI quer flexibilizar projeto que cria selo contra discriminação às mulheres

A Câmara dos Deputados vota em abril projeto de lei que pretende classificar as empresas brasileiras entre discriminadoras ou não das mulheres. O texto prevê a criação de um selo distintivo para as que se destacarem na aplicação de políticas de igualdade e um cadastro negativo de empregadores responsáveis por atos discriminatórios. Também torna obrigatório o oferecimento de creches, próprias ou conveniadas, aos filhos de funcionárias que estejam em idade pré-escolar.
Fonte: Valor Economico

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Acupuntura e reiki agora têm explicação científica







Pesquisadores avaliam efeitos e mecanismo de terapias alternativas em animais de laboratório
por Bruna Bernacchio
Pesquisas recentes comprovam efeitos benéficos e até encontram explicações científicas para acupuntura e reiki. Estudos sobre o assunto, antes restritos às universidades orientais, ganharam espaço entre pesquisadores americanos, europeus e até brasileiros. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma denominação especial para esses métodos: são as terapias integrativas.

Um artigo exmecanismo da acupuntura contra a dor foi publicado por pesquisadores da Universidade de Rochester na revista Nature Neuroscience em 30 de maio. Criada há quatro mil anos, a prática consiste na aplicação de agulhas em pontos do corpo. Pela explicação tradicional, ela ativa determinadas correntes energéticas para equilibrar a energia do organismo.

Cientificamente, as agulhas teriam efeitos no sistema nervoso central (cérebro e espinha dorsal). As células cerebrais são ativadas e liberam endorfina, um neurotransmissor responsável pela sensação de relaxamento e bem-estar. O estudo dos nova-iorquinos descobriu uma novidade: a terapia, que atinge tecidos mais profundos da pele, teria efeitos no sistema nervoso periférico. As agulhas estimulam também a liberação de outro neurotransmissor, a adenosina, com poder antiinflamatório e analgésico.

No experimento com camundongos com dores nas patas, cientistas aplicavam as agulhas no joelho do animal. Eles constataram que o nível de adenosina na pele da região era 24 vezes maior do que o normal e que houve uma redução do desconforto em dois terços.

A equipe tentou potencializar a eficácia da terapia, colocou um medicamento usado para tratar câncer nas agulhas. A droga aprimorou o tratamento: o nível de adenosina e a duração dos efeitos no organismo dos aniamis praticamente tripliquase triplicou e o tempo de duração dos efeitos no organismo dos ratos também triplicou. Mas este método não poderia ser feito em humanos porque o medicamento ainda não é usado clinicamente. “O próximo passo é testar a droga em pessoas, para aperfeiçoá-la ou para encontrar outras drogas com o mesmo efeito”, diz Maiken Nedergaard, coordenadora do estudo.

Reiki

Seus praticantes acreditam nos efeitos benéficos da energia das mãos do terapeuta colocadas sobre o corpo do paciente contra doenças. Para entender as alterações biológicas do reiki, o psicobiólogo Ricardo Monezi testou o tratamento em camundongos com câncer. “O animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito placebo”, diz. Para a sua pesquisa na USP, Monezi escolheu o reiki entre todas as práticas de imposição de mãos por tratar-se da única sem conotação religiosa.

No experimento, a equipe de pesquisadores dividiu 60 camundongos com tumores em três grupos. O grupo controle não recebeu nenhum tipo de tratamento; o grupo “controle-luva” recebeu imposição com um par de luvas preso a cabos de madeira; e o grupo “impostação” teve o tratamento tradicional sempre pelas mãos da mesma pessoa.

Depois de sacrificados, os animais foram avaliados quanto a sua resposta imunológica, ou seja, a capacidade do organismo de destruir tumores. Os resultados mostraram que, nos animais do grupo “impostação”, os glóbulos brancos e células imunológicas tinham dobrado sua capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas.

“Não sabemos ainda distinguir se a energia que o reiki trabalha é magnética, elétrica ou eletromagnética. Os artigos descrevem- na como ‘energia sutil’, de natureza não esclarecida pela física atual”, diz Monezi. Segundo ele, essa energia produz ondas físicas, que liberam alguns hormônios capazes de ativar as células de defesa do corpo. A conclusão do estudo foi que, como não houve diferenças significativas nos os grupos que não receberam o reiki, as alterações fisiológicas do grupo que passou pelo tratamento não são decorrentes de efeito placebo.

A equipe de Monezi começou agora a analisar os efeitos do reiki em seres humanos. O estudo ainda não está completo, mas o psicobiólogo adianta que o primeiro grupo de 16 pessoas, apresenta resultados positivos. “Os resultados sugerem uma melhoria, por exemplo, na qualidade de vida e diminuição de sintomas de ansiedade e depressão”. O trabalho faz parte de sua tese de doutorado pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp).

E esses não são os únicos trabalhos desenvolvidos com as terapias complementares no Brasil. A psicobióloga Elisa Harumi, avalia o efeito do reiki em pacientes que passaram por quimioterapia; a doutora em acupuntura Flávia Freire constatou melhora de até 60% em pacientes com apnéia do sono tratados com as agulhas, ambas pela Unifesp. A quantidade pesquisas recentes sobre o assunto mostra que a ciência está cada vez mais interessada no mecanismo e efeitos das terapias alternativas.

Fonte: Revista Galileu